A Igreja me ensinou a ter lado, não ser neutra. Aos olhos de muitos isso parece estranhíssimo. Mas, de fato, aprendi a lutar ao lado dos pobres por justiça social com um cara chamado Jesus Cristo.
Tudo que eu aprendi na Pastoral da Juventude Estudantil foi único. Esse processo de educação na fé é fantástico e transformador. Tudo que sou, penso e acredito aprendi por causa da PJE.
E são 11 anos nessa luta, onde aprendi de tudo um pouco. Fazer cartazes, falar em público, arrecadar dinheiro para viagens. Muita coisa boa que só a vida nos ensina.
Só que hoje isso não me basta mais. Por muito tempo bastou e era o que me realizava na militância. Ali eu acreditava que podia mudar o mundo e que ficaria pra sempre contribuindo no que fosse necessário.
Depois de um tempo a gente aprende muitas coisas transformadoras, que só vem mesmo com a maturidade.
De fato, eu não vou mudar o mundo ali e em lugar nenhum. Mudo um pouquinho de nada na vida das pessoas.E o mais importante, precisamos dar espaço. Gente nova dá gás novo pra uma organização 3.0 como a PJE. Ou seja, já deu.
E sempre me perguntei o que faria depois da Pastoral. Filhos e família? Vida religiosa? Não.
Eu vou ser eu mesma, com os mesmos ensinamentos do tal de Jesus, em outro espaço. Aprendendo coisas novas, ensinando coisas novas, transformando minimamente a vida de outras pessoas.
A pergunta nova é: Qual é esse espaço?
Sempre acreditei que os partidos não são a única via na construção política. Deve ser por isso que quero tanto conhecê-los melhor e poder contribuir na construção efetiva de políticas públicas, mandatos e tantas outras coisas que, infelizmente, só conseguimos a partir deles. Os partidos são, pra mim, fonte de formação política também! Entender seu funcionamento me faz entender melhor os por quês de várias situações.
Não estou desacreditada nos movimentos sociais. Eles ainda são presença forte na minha caminhada e nunca deixarão de ser. Mas, agora é tempo de coisa nossa nessa minha vida. Isso inclui estar, literamente, em outro espaço.
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